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bossas novas / ou não tão novas
A
música é melhor que o amor porque dá para
conhecer uma nova paixão a cada mês, sem gerar
ciumeira.
Agora,
por exemplo, estou apaixonado pela faixa Summer Knows, bossa
nova em japonês do Monaural Voice. É mais uma
faixa no estilo o verão acabou de novo.
Sabor de pessoas queridas de outras épocas, lugares
favoritos que não existem mais, outonos de outras
épocas.
Falando
em outras épocas, a ausência de um aparelho de
tocar vinil está me fazendo ficar sem ouvir Style
Council, o projeto new bossa de Paul Weller, nos anos 1980.
Fazendo uma exdrúxula mistura de luxo e socialismo, no
melhor estilo Oscar Wilde, o som era muito influenciado por
Curtis Mayfield. Precisa falar mais alguma coisa? Precisa!
Você deve ouvir a faixa Luck, de Our Favorite Shop.
E
bossa nova autêntica? Experimente ouvir o Tamba Trio.
Saiu até um cd da série Millenium enfocando a
carreira deles. O trio, que misturava bossa nova e be bop,
acompanhou em disco e show grandes estrelas da bossa nova.
Quando eles atacam afrosambas como Canto de Ossanha, aí
o pau come. Corcovado com eles é uma marzão
infinito.
Falando
em Corcovado, eu adoro a versão do Everything But The
Girl (foto) , em português mesmo, na coletânea
Red, Hot + Rio. Álias, o Monaural Voice me lembra o
Everything But The Girl de antigamente.
Por
fim, feche a seleção com Riviera, dos
paulistanos do Monokini. Bossa nova não precisa ser
feita à beira mar.
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