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Nunca mais ouvi falar da Rita Pavone, essa foi a frase que eu escutei da boca de um senhor que olhava a barraca de discos na feira hippie de Campinas. Isso é verdade, já que desde a frustrada tentativa de comeback no final dos anos 1980, Rita não deu mais as caras na mídia. Rita foi uma grande sensação na década de 1960, quando o mundo parecia estar louco para consumir pop feito em qualquer idioma. Baixinha invocada, cabelinho curto, de moleque, olhar maroto, ruiva e sardenta. E ainda cantando uma preciosidade pop chamada Non è facile avere 18 anni. A molecada ficou maluca com o que ouviu. O estilo da baixinha era tão invocado quanto ela: um gosto pelos vocais rasgados e gritados e uma paixão louca em cada verso. Isso somado aos naturais exageros do pop italiano. Certa vez pediram que Morrissey, então ainda nos Smiths, fizesse sua lista dos dez melhores singles de todos os tempos. Lá estava Heart, que foi a versão lançada no mercado americano e inglês para o single mais delicioso gravado pela cantora: Cuore. Uma canção de amor desesperada escrita por Rossi - não é o Reginaldo - em que a cantora parecia realmente arrancar o coração do peito, tamanha a beleza da interpretação. Isso sem contar no delicioso baixo simulando as batidas descompassadas do tal coração. Deve ter derretido muitas daquelas vitrolinhas da marca Sonata. Rita fez muito sucesso também no Brasil, na época em plena loucura da Jovem Guarda. Chegou a excursionar pelo mundo tendo os Incríveis como banda de apoio! Isso sem contar os boatos que rolaram na época de que teria ocorrido um affair com o baterista Netinho. Ele, anos atrás, tentou desmentir o boato, num programa de tv, mas não escondeu o sorriso ao falar de Pavone. A vitrolinha da Bureta está ligada em Rita Pavone. Ciao!
Por falar nos Incríveis, também está rolando na vitrolinha da BURETA a canção Arco Íris Azul ( Kokorono-niji ) , a lendária canção em que os caras cantam boa parte da letra em japonês. Essa maravilha pop está no disco Os Incríveis Internacionais, que a RCA lançou em 1968. É uma composição de Hashimoto e Inoue, com versão dos próprios Incríveis. Também pode ser encontrada na coletânea da série Focus, da BMG, dedicada ao conjunto.
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c- time bureta, 2001.